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Como Lapidar a sua Criatividade?

Como Lapidar a sua Criatividade?

Todos nós temos um grande potencial criativo, cujo valor pode estar escondido, como no caso de um diamante bruto, que ao ser lapidado nas suas 58 facetas, pode transformar-se em um brilhante, que é o mais valioso dos diamantes. Da mesma forma, você pode lapidar a sua criatividade bruta e colher frutos maravilhosos.

Muitas pessoas têm uma impressão que a criatividade é algo reservado aos artistas, pintores, músicos e escritores. Este entendimento está longe se ser a realidade, criativo(a) é alguém que cria alguma coisa.

Pode ser uma forma diferente de resolver um problema, pode ser uma outra maneira de realizar uma tarefa, pode ser explorar um outro aspecto sobre a aplicação de um produto ou pode ser uma nova maneira de arrumar a gaveta de talheres da cozinha da sua casa.

Quando a Nasa estava começando, a diretoria decidiu que seria interessante avaliar o nível de criatividade dos seus funcionários e assim poder decidir em quais cargos / posições eles seriam mais bem aproveitados para atingir o objetivo de levar o homem à Lua. Lembre-se que era a “corrida” espacial, EUA e Rússia estavam numa corrida desenfreada para mostrar ao mundo quem chegava lá primeiro.

Os funcionários da NASA naquele momento eram em sua maioria engenheiros, físicos, astrônomos e cientistas. Quer dizer, eram pessoas altamente preparadas e capacitadas. Intelectualmente falando, estavam entre os expoentes da humanidade nas suas respectivas áreas de atuação.

Para levar a cabo a empreitada, a Nasa então contratou o cientista e consultor americano George Land.

Para surpresa e desespero geral, apenas 2% dos funcionários foram considerados genialmente criativos. Décadas depois, ele foi convidado para visitar a escola da neta de 5 anos e resolveu levar o mesmo teste que tinha aplicado na Nasa para fazer com os coleguinhas da neta. Com 5 anos de idade, 98% das crianças foram consideradas genialmente criativas. Quando elas tinham 10 anos, fizeram o teste novamente e a fração dos genialmente criativos(as) tinha caído para 30%. Depois de 5 anos, novamente fizeram o teste e os genialmente criativos eram apenas 12%.

Depois disto, o teste foi repetido diversas vezes, com grupos diferentes de pessoas e em grupos de adultos, os genialmente criativos foram sempre da ordem de 2%, mesmo valor obtido com o pessoal da Nasa.

A conclusão é que como as crianças não tem amarras, para elas tudo é possível e portanto o céu é o limite em termos de pensarem em novas formas de resolver problemas.

Na medida que crescemos, vamos criando barreiras e amarras para nós mesmos. Por exemplo, isto já foi feito antes e não deu certo, não temos verba para fazer isto acontecer, será que serei criticado? Será que serei ridicularizado?

Como fomentar a sua criatividade?

Se te interessa fomentar / desenvolver / lapidar a sua criatividade, não ajuda muito seguir fazendo sempre as mesmas coisas, usando sempre os mesmos caminhos, conversando sempre com as mesmas pessoas. Você deve se expor a experiências diferentes, ir a lugares diferentes, interagir com pessoas diferentes.

Quando foi a última vez que você assistiu a uma palestra de um assunto que não tinha nada a ver com o seu trabalho ou seus interesses imediatos?

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Para ativar o poder da sua criatividade, você deve criar novas ligações no seu cérebro, abrir novos caminhos e para tal, você deve sair da rotina e expor-se a experiências diferentes.

Um estudo da universidade de Radboud da Holanda, identificou que quando escutamos músicas “alegues”, enquanto executamos tarefas divergentes (que são tarefas ligadas à intuição, relacionamento interpessoal, percepção, onde usamos mais o lado direito do cérebro), nosso rendimento é muito melhor do que quando não escutamos músicas. Eu escuto músicas o tempo todo que estou no escritório.

Em um outro estudo da universidade de Stanford nos EUA, os participantes tinham que executar tarefas que exigiam criatividade. 81% deles foram mais criativos quando estavam andando do que quando estavam sentados. O aspecto motor da caminhada os ajudou a ativar outras partes do cérebro que os ajudou a “ligar os pontos”.

Além do aspecto motor, uma volta no quarteirão permite que a sua mente se distraia. Muitos estudos mostram que isto liberta a nossa criatividade. Deixar a mente vagar livremente nos distrai dos obstáculos e deixa o nosso subconsciente seguir trabalhando no problema sem que percebamos. Também conseguimos reestruturar a forma como vemos a solução do problema.

Imagino que muitos de vocês geralmente se sentam no mesmo lugar no seu local de trabalho. Com isto, você verá sempre as mesmas coisas. Já tentou sentar-se virado para trás? Já considerou sentar-se em outro lugar. A mudança de ângulo de visão pode te trazer insights valiosos.

Desde o início de 2018, eu trabalho em pé, minha sala não tem cadeira. Eu percebi uma diferença grande na minha capacidade de realização, de ter ideias, de conectar pontos que estavam desconexos.

A experimentação é o outro ingrediente fundamental. Nós não aprendemos a ser mais criativos, nós nos tornamos mais criativos. Um fuzileiro naval não aprende a ser fuzileiro lendo livros ou na sala de aula. Para se tornar um fuzileiro, o recruta tem que ir a campo, se expor aos exercícios, treinamentos e atividades.

Eu procuro pelo menos 1 a 2x/semana conversar com alguém que não conheço, acredite que em cada uma destas conversas, consigo uma pérola, algumas vezes até uma pérola negra!

Convido você a experienciar e expor-se a atividades diferentes e pessoas novas, este é o caminho para que você possa acessar outras partes dentro de você.

Boa viagem!!

Deixo três sugestões de livros interessantes sobre criatividade:

Creativity Rules – Tina Seelig

Creativity Confidence – Tom Kelley + David Kelley

Change by Design – Tim Brown

Caso se interesse em saber como as suas crenças limitantes são criadas, recomendo a leitura do artigo: https://is.gd/NcS49t

Octavio Alves Jr é executivo internacional com larga experiência em vendas, marketing e desenvolvimento de negócios em diversos segmentos de mercado B2B por quase toda a América do Sul. Ele é mestre em engenharia pela USP e professor nos cursos de pós-graduação da FGV, palestrante e master practitioner em programação neurolinguística (SBPNL). Ele é alumni do IBGC e da Kellogg School of Management (Chicago), tem cursos executivos no MIT Sloan School of Management (Boston), Insper e Singularity University (Vale do Silício). Além de ter realizado diversos trabalhos de expansão de consciência, xamanismo e mindfullness no Instituto Tadashi Kadomoto, Instituto Cambará e O&O Academy.

É idealizador do LideraCast, um podcast sobre Liderança e Desenvolvimento Pessoal com mais de 13.500 episódios escutados em 17 países.

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