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Como nós aprendemos?

Como nós aprendemos?

No mundo em que vivemos neste início do século XXI, acelerado como nunca na história da humanidade, a nossa capacidade de aprender rapidamente novos conceitos e competências é determinante para nos mantermos relevantes no mercado de trabalho.

Na medida que podemos compreender como aprendemos, poderemos ser mais eficazes nos diversos ciclos de aprendizado que ainda teremos em nossa vida.

Na segunda metade do século passado, o tempo de duração de uma competência era de cerca de 30 anos. Logo, os profissionais podiam aprender algo na faculdade e usar aquela competência durante quase toda a sua vida profissional.

Hoje o tempo de duração de uma competência é de 5 anos e está diminuindo. Apenas para colocar a importância de aprender rapidamente em perspectiva, um homem se aposenta no Brasil após 35 anos de trabalho, durante a sua vida profissional, este homem precisará passar no mínimo por 7 a 10 ciclos de renovação de competências.

É importante você compreender que aprender coisas novas não está diretamente relacionado ao seu nível de inteligência, mas sim ao seu interesse e dedicação. Pessoas formidáveis como Charles Darwin, Leonardo da Vinci e o ganhador do prêmio Nobel Richard Feynman, não eram pessoas com uma inteligência fora de série.

O psicólogo americano William Glasser, estudou apaixonadamente os mecanismos de aprendizagem do ser humano e elaborou uma pirâmide de aprendizado. Quanto mais áreas do nosso cérebro pudermos utilizar no processo de aprendizagem, mais enraizado ficará aquele conceito / conhecimento na nossa cabeça.

Um outro aspecto importante e muitas vezes negligenciado é que cada um e nós tem um canal de aprendizado preferencial. Existem os(as) visuais (a maioria de nós tem este canal mais desenvolvido), os(as) auditivos(as) e os(as) cinestésicos(as).

Conhecer qual é o seu canal preferencial, te permitirá fazer uso dele nos seus processos de aprendizagem e assim acelerá-los. Existem diversos testes na internet disponíveis para você se autoavaliar.

Existem algumas características que podem te ajudar a identificar qual é o seu canal de aprendizagem preferencial.

As pessoas com o canal visual mais desenvolvido são mais ligadas à beleza, estética, formas e detalhes. Elas tendem a falar mais rápido, as imagens passam pela cabeça como um filme, gostam de arrumação e ordem e preferem roupas bonitas às práticas.

Já as pessoas auditivas não valorizam tanto as aparências, mas sim um bom papo. Estão sempre prontas para discutir problemas e falam sem pressa. O barulho ou vozes estridentes ferem os ouvidos dos auditivos, eles gostam de músicas com letras mais elaboradas.

As pessoas com o canal cinestésico mais desenvolvido preferem o conforto à beleza. Buscam sempre o bem-estar e o aconchego. Elas precisam ser tocadas, abraçadas e beijadas para se sentirem amadas. Adoram roupas confortáveis e sapatos que não apertem. Amam andar descalças, nadar e tomar sol. Preferem músicas lentas e gostosas.

Quando acionamos a nossa memória de curto prazo, o que ocorre é uma alteração na concentração dos neurotransmissores em nosso cérebro, portanto apenas uma alteração química. Por isto, após um tempo a concentração se reequilibra e não iremos reter o conhecimento.

Aumento na concentração de neurotransmissores

Para aprendermos “de verdade”, leva mais tempo, pois existe no processo uma alteração física no nosso cérebro. Novos caminhos são abertos, novas ligações entre os neurônios são formadas. Este processo é chamado de neuroplasticidade. Caso você se interesse, nos links a seguir você encontra um episódio do podcast LideraCast com maiores explicações sobre a neuroplasticidade (SpotifyAppleGoogleAnchor).

Detalha da formação de novas ligações neuris

A seguir apresento um exemplo das ligações neurais antes e após o processo de aprendizagem.

Um aspecto muito interessante sobre a neuroplasticidade, será detalhado em um exemplo de uma mulher interessada em aprender a jogar tênis. Como ela nunca jogou tênis, não existem ligações neurais associadas a esta competência no cérebro dela.

Na medida que ela inicia as aulas, começa a aprender sobre o posicionamento na quadra, sobre técnicas de saque e de devolução. Ela começa a praticar golpes de forehand e backhand. Estratégias para ficar no fundo da quadra ou subir na rede para um voleio.

Começam a formar-se as ligações neurais associadas a competência de jogar tênis. Quanto mais ela praticar e por mais tempo, mais robustas vão se tornando estas ligações.

Um ponto muito interessante neste processo é que as ligações neurais são fortalecidas não somente pela prática na quadra. Ela estando em casa, sentada no sofá, mas pensando no jogo, refletindo sobre a técnica dos golpes na bolinha, praticando o jogo mentalmente as ligações também são fortalecidas.

Para finalizar, deixo com vocês algumas dicas para ajudar no seu processo de aprendizado

Apaixone-se pela leitura

A leitura faz com o nosso cérebro o que exercícios físicos fazem com o nosso corpo. Ela permite que viajemos no tempo e no espaço. A leitura oferece a possibilidade de entendimento de novas ideias, conceitos e emoções.

Em um mundo onde o conhecimento é a nova moeda, a leitura é uma ótima fonte de aprendizado contínuo.

Enxergue o seu aprendizado como um processo

O aprendizado é uma jornada de novas descobertas, ele não um destino. Esta jornada tem a direção e a velocidade definidos por você, pelo seu interesse e pela sua curiosidade. Nesta jornada existem momentos de educação formal e informal, que se complementam na construção de uma nova competência dentro de você.

O aprendizado é um investimento que normalmente se paga. Mais do que nunca, o aprendizado contínuo é o caminho para você se manter relevante, indispensável e prosperar neste mundo de mudanças em que vivemos.

Adote uma mentalidade de crescimento

Tenha a consciência de que nós podemos melhorar nossa inteligência, habilidades e rendimento.

Os analfabetos do século XXI não serão os que não sabem ler e escrever. Eles serão os que não conseguirem aprender, desaprender e reaprender, como bem disse o escritor, empresário e futurista Alvin Toffler.

Cultivar uma mentalidade de crescimento te ajudará a manter seu foco nos seus objetivos de vida. Pode influenciar a sua motivação e permitir que você enxergue oportunidades para aprender e crescer o seu nível de habilidades.

Ensine os outros

Você já sabe que ensinar os outros é uma poderosa ferramenta para sedimentar os conhecimentos no seu cérebro. Esta é a melhor técnica para que você construa traços duradouros de memória no seu cérebro e identifique as suas falhas de entendimento.

Ao invés de ler todo o livro de uma vez, leia metade e tente recordar-se, compartilhar, escrever sobre o que leu. Depois deste exercício, termina o livro.

Cuide do seu cérebro

Ter uma vida longa e independente é função de quão robusta é a saúde do seu cérebro. Além disto a sua capacidade de absorção e retenção está muito ligada à condição dom seu cérebro.

Existem alimentos que não reduzem a sua capacidade cognitiva. Segundo o Dr Gary Small, frutas e vegetais combatem envelhecimento precoce das células do nosso cérebro. Nosso cérebro perde rendimento com a idade, mas você e somente você pode retardar este processo.

Organize intervalos

Os intervalos curtos e frequentes são essenciais para a retenção daquilo que foi aprendido. Segundo o médico e pesquisador Leonardo Cohen (NIH’s National Institute of Neurological Disorders and Stroke), “quando as pessoas pensam em aprender algo novo, elas querem apenas praticar, praticar e praticar. Nossa pesquisa encontrou que pausas para descanso curtas e frequentes são tão críticas para o aprendizado do que a prática”.

Os intervalos ajudam o cérebro a solidificar as memórias.Especialistas da Universidade de Louisiana, recomendam sessões de aprendizagem com duração entre 30 e 50 minutos. Mais do que 50min é muita informação para nosso cérebro absorver de uma vez.

Desejo uma ótima semana a todos!!

Espero que tenham gostado do conteúdo do artigo.

Eu escrevo semanalmente no LinkedIn sobre negócios, autoconhecimento e Liderança.

Eu sou coautor do livro Liderando Juntos.

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Octavio Alves Jr é executivo internacional com larga experiência em vendas, marketing e desenvolvimento de negócios em diversos segmentos de mercado B2B por quase toda a América do Sul. É professor nos cursos de pós-graduação da FGV, palestrante e master practitioner em programação neurolinguística (SBPNL). Ele é alumni do IBGC e da Kellogg School of Management (Chicago), tem cursos executivos no MIT Sloan School of Management (Boston), Insper e Singularity University (Vale do Silício). Além de ter realizado diversos trabalhos de expansão de consciência, xamanismo e mindfullness no Instituto Tadashi KadomotoInstituto Cambará e O&O Academy.

É idealizador do LideraCast, um podcast sobre Liderança e Desenvolvimento Pessoal com mais de 13.600 episódios escutados em 17 países.

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